Noite brilhante nas montanhas. Escola de Samba do Cidade Jardim. Três shows para esquentar o frio. Vagabundo Não É Fácil, cover de Novos Baianos, para abrir as portas. Em seguida, Pequena Morte e Graveola. Guto (Dead Lovers) e Alexandre, discotecando. E tudo mais acontecendo. Quê isso. Viaja no vídeo.
Não cabe no peito, mas arrasta a memória. Ver assim a Praça da Liberdade ao vento, milhões e milhões de pessoas dançando e ondulando juntas no meio da esquina do tempo. É dois mil e doze enfim – e os braços estão por fim abertos para as lutas e as conquistas, os sonhos e desejos, amor e sossego de ser contemporâneo de tudo que está sendo feito na cidade de Belo Horizonte agora.
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Pequena Morte, Graveola e Iconili. As bandas maravilhosas, da Gente Maravilhosa, que se esbarra nas ruas, esquinas e bares de letreiros acesos e iluminados. E os convidados especiais da holanda-peru-nova-orleans Balcony Players, os cariocas do Orquestra Voadora, os conterrâneos do Roodboss Soundsystem e a querida DJ Palomita.
“Você que está sozinho aí”, não está sozinho mais.
Porque, sim, “ficar sozinho é tão clichê” quando a cultura daqui queima, arde e prospera. Os sorrisos e as vontades. Os beijos e os dias de saudade precipitada de tudo que nos espera para além dos carnavais. Somos todos parte de uma corrente latente de construir e de transformar. Tocar o barco pra frente com o amor de quem só busca amar mais. Reconhecendo: Como todos esses dias estão sendo Sensacionais.
Certo. Todo mundo sabe que sábado vai ser S.E.N.S.A.C.I.O.N.A.L!3 em Belo Horizonte. Serão quase 10 horas de programação gratuita, ininterrupta, na Praça da Liberdade. Tempo bom para assistir às pratas da casa, Iconili, Graveola e o Lixo Polifônico e Pequenta Morte. Do Rio vem a Orquestra Voadora. Da Holanda (e outros países), a banda itinerante-cigana-ska-violino Balcony Players. Um espiral de crenças, culturas e credos rodopiando juntos na movimentação cultural que queima e centelha por debaixo da Serra do Curral.
Na quarta-feira desta semana a gente recebeu um convite do pessoal da Pequena Morte. Gravar uma espécie de Mini-Sensacional, ali na Praça do Papa, reunindo os músicos gringos e brasucas que estão na área. Os argentinos do Pollerapantallón – que se apresentaram no pré-Sensacional – também colaram. A festança se desenrolou com o sol descendo pela cidade – e dezenas de curiosos foram se aglomerando no alto do Papa para ver os Balconys desembolando com os Graveolas, Fusiles e Pequenas. Tudo muito louco e improvisado. Como você pode ver no vídeo. Ou amanhã, na Praça da Liberdade. Vamos colar, né? (;
Fotos e vídeo Fernando Biagioni | Texto Bernardo Biagioni
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bonita esta de segunda. A chuva rápida e quente só deixou a gente mais confortável ali dentro do CentroeQuatro, no Centro de Belo Horizonte, para a gravação de um clipe da banda Pequena Morte. O pessoal do Coletivo Imaginário estava dirigindo. Os passageiros permaneceram tranqüilos. Quase ninguém tinha ido embora, quando o relógio dobrou as três horas da madrugada.
Filmagem bonitona com uma câmera Red. Produção de primeira. Todo mundo apaixonado e os olhos brilhando. Pedro Furtado, o diretor, disse que o clipe sai antes do Natal. Mas aí a gente colou para soltar essa prévia aqui. Bom! Esse é o nome da música. E esse deve ser um dos menores adjetivos para o resultado do Imaginário. Vamos acompanhar!
Dia bonito este, seis de novembro de 2011. E é primavera, pois. O efeito especial deste vídeo aqui é a poeira da Dandara, no Bairro Céu Azul, em Belo Horizonte. São os gritos de luta e a resistência que já dura meses. É que as 5mil pessoas que moram na comunidade estão ameaçadas de despejo pelo governo do estado. Porque vem aí a… Copa do Mundo.
E então o Graveola ingressou no levante. Deu voz ao coro. E escolheram a Dandara para o lançamento novo álbum da banda, Eu Preciso de um Liquidificador, disponível aqui para download. Subiram no palco com a força e a energia do artista que não fala só de si mesmo. Que reconhece a sua importância social na construção de um espaço mais justo e digno de se viver.
Sorte que faz tudo parte de um coletivo. De gente, de músicos, de crenças e credos. Que resistem e gritam e cantam. Além de Graveola, colou ali Mc Dedê, Julgamento e os DJs Luiz Valente e Alexandre Sena. A Pequena Morte fechou a noite com um show incrível. As luzes da Dandara cintilando…
Pequena Morte também colou
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“Você que está sozinho aí…”, começou Graveola. E é disto que este vídeo se trata. Porque, você que está sozinho aí, não está sozinho mais. O Brasil hoje queima, arde e prospera. Com a comunhão de pessoas e pessoas que se revezam na construção de uma cena cultural mais politizada e transformadora. Nós, jovens, somos o orgulho da resistência. E não ousamos em reconhecer: enquanto a política anda suja e ultrapassada, a poeira de Dandara só nos ajuda a crescer.
Precisamos todos de um liqüidificador, enfim. Para podermos nos misturar mais um pouco. Para fazermos parte de um todo que caminha adiante. Graveola, como em todos os outros álbuns, traduz agora o sentimento deste tempo. De busca. De luta. De experimentações. Somos todos tecnológicos, pode ter certeza. E somos também parte disso. Graveola. E todo o lixo polifônico que estamos aprendendo a consumir.
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Dandara, 6 de novembro de 2011, parte II. Porque continua guardado no peito de quem cantou, no corpo de quem dançou, e na alma de quem colou para ouvir o disco novo do Graveola, a luta da comunidade, e todos os nossos outros anseios. Não podia faltar na nossa cobertura a música que melhor representa o que é o Graveola hoje, Mobilidade. E também o show seguinte, que fechou a noite deixando muita gente sem entender muita coisa. Pequena Morte, inevitável e necessário. Tudo que é bom tem que seguir em frente, crescer e se perpetuar. Vamos nos espalhar e espalhar, Brasil. De Belo Horizonte, sobre todo mundo, olha só!