Não cabe no peito, mas arrasta a memória. Ver assim a Praça da Liberdade ao vento, milhões e milhões de pessoas dançando e ondulando juntas no meio da esquina do tempo. É dois mil e doze enfim – e os braços estão por fim abertos para as lutas e as conquistas, os sonhos e desejos, amor e sossego de ser contemporâneo de tudo que está sendo feito na cidade de Belo Horizonte agora.

.

.

Pequena Morte, Graveola e Iconili. As bandas maravilhosas, da Gente Maravilhosa, que se esbarra nas ruas, esquinas e bares de letreiros acesos e iluminados. E os convidados especiais da holanda-peru-nova-orleans Balcony Players, os cariocas do Orquestra Voadora, os conterrâneos do Roodboss Soundsystem e a querida DJ Palomita.

“Você que está sozinho aí”, não está sozinho mais.

Porque, sim, “ficar sozinho é tão clichê” quando a cultura daqui queima, arde e prospera. Os sorrisos e as vontades. Os beijos e os dias de saudade precipitada de tudo que nos espera para além dos carnavais. Somos todos parte de uma corrente latente de construir e de transformar. Tocar o barco pra frente com o amor de quem só busca amar mais. Reconhecendo: Como todos esses dias estão sendo Sensacionais.

.