ASSISTIMOS MC MARECHAL

Noive suave, ali no Bordello. Ainda era verão, quando a gente saiu de casa para ouvir dois poetas rimando. Pedro Vuks, de Belo Horizonte, e MC Marechal, do Rio de Janeiro.

Gravamos o segundo, entrando no palco. Humildade e tranquilidade, MC Marechal é como uma arma engatilhada. Mas no lugar de balas, ele dispara as palavras certas, que o vento precisa ouvir.

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#carnavalizaBH 2012

Carnavalizou, BH. Os oito (?) dias em que a Terra parou. Onde é que a gente se viu? Foi ali na Praia da Prefeitura ou no barco derradeiro da Alcova Libertina? Oito dias de cores e amores, de venturas e desventuras, de beijos e abraços quentes e inflamados pelos tambores que não pararam de clamar. Que noite foi aquela, no Beijo Elétrico? As misses estavam lindas no domingo de manhã.

Quase impossível ficar parado. Irresistível, até, descer e percorrer as ruelas estreitas e lotadas do centro da cidade. Oito dias em que Belo Horizonte dançou sorridente na ponta dos nossos dedos joviais e sem culpa. O mundo inteiro a mercê dos nossos lapsos e colapsos apaixonados. Sambamos, ainda que sem jeito. Um Carnaval inteiro para ninguém colocar defeito.

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BUBBLE TROUBLE SESSIONS | BALCONY PLAYERS – MURO SHAVO KIKI

O convite partiu do Raul, vocalista do Pequena Morte. Disse que o pessoal da banda de ska-espanha-violino-holandesa Balcony Players estava ficando em sua casa, durante a estadia no Brasil, e que estavam dispostos a armar algum movimento. A gente colou lá no domingo de manhã, um dia depois do festival S.E.N.S.A.C.I.O.N.A.L!, e já encontramos todo mundo reunido. Tava rolando uma jam meio espanhola – registrada aqui – e logo em seguida o pessoal saiu para os fundos da casa. O que veio em seguida, só este vídeo pode dizer.

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O Balcony Players é formado por duas garotas e um garoto da Holanda, um peruano (na bateria) e um americano de Nova Orleans, no contrabaixo. Tocam nas ruas do mundo e em qualquer quebrada em que são convidados. Vieram parar no Brasil porque um turista brasileiro, que viu uma apresentação deles na Holanda, trouxe o CD da banda para Belo Horizonte. Esse CD chegou nas mãos do Pequena Morte, e a roda começou a girar. Hehe. Melhor que essa história, só um registro fiel de quem são os Balcony Players. Felicidade e estrada. Amor e sossego. Prontos para qualquer coisa. Olha no play!

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FOI S.E.N.S.A.C.I.O.N.A.L!

Não cabe no peito, mas arrasta a memória. Ver assim a Praça da Liberdade ao vento, milhões e milhões de pessoas dançando e ondulando juntas no meio da esquina do tempo. É dois mil e doze enfim – e os braços estão por fim abertos para as lutas e as conquistas, os sonhos e desejos, amor e sossego de ser contemporâneo de tudo que está sendo feito na cidade de Belo Horizonte agora.

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Pequena Morte, Graveola e Iconili. As bandas maravilhosas, da Gente Maravilhosa, que se esbarra nas ruas, esquinas e bares de letreiros acesos e iluminados. E os convidados especiais da holanda-peru-nova-orleans Balcony Players, os cariocas do Orquestra Voadora, os conterrâneos do Roodboss Soundsystem e a querida DJ Palomita.

“Você que está sozinho aí”, não está sozinho mais.

Porque, sim, “ficar sozinho é tão clichê” quando a cultura daqui queima, arde e prospera. Os sorrisos e as vontades. Os beijos e os dias de saudade precipitada de tudo que nos espera para além dos carnavais. Somos todos parte de uma corrente latente de construir e de transformar. Tocar o barco pra frente com o amor de quem só busca amar mais. Reconhecendo: Como todos esses dias estão sendo Sensacionais.

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MAKING OF | FUSILE – COMBAT SAMBA (CLIPE)

Segunda-feira quente ali na Mambo Drinkeria, em Belo Horizonte. Segue em andamento a gravação do segundo clipe da banda de ska-punk Fusile, para a faixa Combat Samba. O vídeo está por conta da Turul Produções, nova produtora de BH. O iLove Bubble colou de tarde para ver o que estava acontecendo. E gravamos algumas coisas. Viaja só.

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BUBBLE TROUBLE SESSIONS | JAM S.E.N.S.A.C.I.O.N.A.L!

Certo. Todo mundo sabe que sábado vai ser S.E.N.S.A.C.I.O.N.A.L!3 em Belo Horizonte. Serão quase 10 horas de programação gratuita, ininterrupta, na Praça da Liberdade. Tempo bom para assistir às pratas da casa, Iconili, Graveola e o Lixo Polifônico e Pequenta Morte. Do Rio vem a Orquestra Voadora. Da Holanda (e outros países), a banda itinerante-cigana-ska-violino Balcony Players. Um espiral de crenças, culturas e credos rodopiando juntos na movimentação cultural que queima e centelha por debaixo da Serra do Curral.

Na quarta-feira desta semana a gente recebeu um convite do pessoal da Pequena Morte. Gravar uma espécie de Mini-Sensacional, ali na Praça do Papa, reunindo os músicos gringos e brasucas que estão na área. Os argentinos do Pollerapantallón – que se apresentaram no pré-Sensacional – também colaram.  A festança se desenrolou com o sol descendo pela cidade – e dezenas de curiosos foram se aglomerando no alto do Papa para ver os Balconys desembolando com os Graveolas, Fusiles e Pequenas. Tudo muito louco e improvisado. Como você pode ver no vídeo. Ou amanhã, na Praça da Liberdade. Vamos colar, né? (;


MAKING OF | PEQUENA MORTE – BOM! (CLIPE)

Fotos e vídeo Fernando Biagioni | Texto Bernardo Biagioni

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bonita esta de segunda. A chuva rápida e quente só deixou a gente mais confortável ali dentro do CentroeQuatro, no Centro de Belo Horizonte, para a gravação de um clipe da banda Pequena Morte. O pessoal do Coletivo Imaginário estava dirigindo. Os passageiros permaneceram tranqüilos. Quase ninguém tinha ido embora, quando o relógio dobrou as três horas da madrugada.

Filmagem bonitona com uma câmera Red. Produção de primeira. Todo mundo apaixonado e os olhos brilhando. Pedro Furtado, o diretor, disse que o clipe sai antes do Natal. Mas aí a gente colou para soltar essa prévia aqui. Bom! Esse é o nome da música. E esse deve ser um dos menores adjetivos para o resultado do Imaginário. Vamos acompanhar!

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GLASSER, DEPOIS DA CHUVA

Então, para dizer a verdade, só puxamos a Glasser para um canto do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, porque queríamos ouvir o que ela sabia sobre o… The xx.  A gente não sabia muito mais sobre ela do que a turnê que eles fizeram juntos, na Inglaterra, há mais ou menos dois anos.

E, bem, também conhecíamos um remix de Jamie xx para uma de suas músicas, a bonita Tremel (Entrou até na Trouble Radio #13, de Londres). Quando perguntamos para a garota sobre a música, nesta entrevista realizada durante o Festival Eletronika, ela lançou uma frase sobre o produtor do xx que valeu por toda a conversa.

Glasser é a orquestra musical de uma pessoa só, a americana Cameron Mesirow. E, assim que sentamos em um vão aberto do Palácio das Artes, em uma sexta-feira de chuva, logo deu para sentir que ela também deveria ser uma mulher de poucas palavras. Ria muito. E, claro, divagava bastante.

Falou de Nova York, the xx e de um sujeito que a gente gosta muito, por aqui, o Sampha. Isso depois de um show maravilhoso e de cores bem bonitas. Músicas do único álbum lançado, Ring, de 2010, e também do EP de estreia, Apply, de 2009. Sonoridades minimalistas, silêncio calculado e letras íntimas. Bem Londres.  Ambos os álbuns foram lançados pelo selo True Panther, o mesmo da banda californiana Girls.

No palco, ela conta com a produção e os barulhos e graves do mago Van Rivers. O mesmo maluco que produziu os últimos álbuns do Fever Ray e Blonde Redhead. Aqui, Cameron aparece sozinha. Sentada no degrau molhado de chuva, e com um gato preto por perto, a ronronar. Viajando. Tranquila.

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Então, como foi o Rio?

Foi demais. Cheguei na quarta-feira, passei o dia inteiro lá. Foi muito rápido, quero passar mais tempo. Achei incrível estar lá. Senti que estava de férias e depois eu me lembrei que tinha um show em algum lugar…na minha mente.

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Fale um pouco sobre você, onde nasceu, onde viveu, em que lugar você se encontra agora…

Bom, eu já vivi nas duas costas dos Estados Unidos, mas nunca no meio. Hahaha. Meus pais são pessoas muito criativas, que me criaram para apreciar criatividade, arte, música e… Um certo estilo de vida meio boêmio. Mas ao mesmo tempo um pouco tradicional.

Eu não fazia música até ter mais ou menos 21 ou 22 anos e, mesmo nessa época, não fazia isso com muita seriedade. Talvez isso só tenha mudado há quatro anos, quando comecei a fazer música como “Glasser”.

Agora tenho um disco lançado, tenho viajado pelo mundo há dois anos, e moro em Nova Iorque quando não estou na estrada.

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É engraçado, porque eu conheci você através de Jamie xx, na verdade. Londres, né. Talvez outro rolê.

Ô, claro.

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De onde vem exatamente essa conexão entre você e o The xx?

Eu fiz a minha primeira turnê com o xx, no Reino Unido, abrindo shows deles. Minha manager é casada com o manager deles. Então foi fácil que a gente acabasse se aproximando.

Isso, na verdade, foi depois que o Jamie fez o remix. Eu nem conhecia Jamie xx, de nenhuma maneira, quando ele fez esse remix. A música simplesmente caiu na minha inbox, um dia.

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Ele te mandou?

Não acho que foi. Provavelmente não. Jamie xx é um homem de poucas palavras.

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Você ainda acompanha alguma coisa dessa cena de Londres. SBTKRT, James Blake…

É, eu conheço eles. Conheço bem o Sampha, que canta para o SBTRKT. Ele até chegou a abrir alguns dos meus shows nesta última turnê europeia, no inverno passado.

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Ele deveria lançar um álbum dele logo.

Eu tenho certeza que ele vai. Ele é fantástico, um cara muito talentoso.

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Jamie xx é um homem de poucas palavras.

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Como é essa movimentação em Nova Iorque. Existe? Essa sonoridade inglesa…

Eu acredito que existem muitas cenas diferentes acontecendo em Nova Iorque. Mas existe uma certa, e específica, cena gay, que envolve um universo de música e arte, que acho realmente boa. Tem uma banda que se chama Teengirl Fantasy, eles estão no mesmo selo que eu, e…

É. Tem muita coisa diferente acontecendo em Nova York, é difícil de dizer… O que é bom de Nova York é que o universo das artes é diretamente conectado com o universo da música, muito mais do que acontece em Los Angeles ou em Londres. E não vejo porque esses dois mundos não podem se conectar com mais frequência. Eu gosto quando eles se ligam.

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Como era a Califórnia?

Califórnia é incrível. E, na verdade, não é muito diferente disso aqui, do Brasil. Isso é muito parecido. Eu amo a Califórnia. Assim como o Brasil, as plantas são enormes, o oceano é maravilhoso, a paisagem é incrível… É um bom lugar para ser criativo. A vida é mais… devagar, sabe?

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Sente saudades, não?

Claro. Sinto saudades todo o tempo. É muito diferente. As pessoas costumam perguntar se prefiro Nova York ou Los Angeles. E eu não sei se consigo dizer… É muito diferente. É tipo laranjas e maçãs Hahaha.

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Você está na estrada há dois anos, agora. Como tem sido? Aguentaria mais dois anos?

Acho que quando acabar esta turnê, vou trabalhar no novo disco. Vou pra Austrália por um tempo, fazer alguns shows… Preciso trabalhar em um novo disco, porque tenho pensado nisso o tempo todo.

Quando você está trabalhando em algo como isso, e é emocional, é pessoal, não é um momento no qual você quer estar na frente de pessoas. Você quer é ficar sozinho com os seus pensamentos e entrar no level mais profundo de meditação dos seus pensamentos.

Mas, por agora, eu continuo gostando de fazer shows. Eu amo estar na estrada, conheci lugares maravilhosos, como o Brasil, China, Islândia, Polônia, Eslovênia… É ótimo, incrível. O meu trabalho me leva para lindos lugares, novos lugares. Quero conhecer o mundo.


DIA BONITO COM GRAVEOLA E AMIGOS NA FESTA DA DANDARA

Dia bonito este, seis de novembro de 2011. E é primavera, pois. O efeito especial deste vídeo aqui é a poeira da Dandara, no Bairro Céu Azul, em Belo Horizonte. São os gritos de luta e a resistência que já dura meses. É que as 5mil pessoas que moram na comunidade estão ameaçadas de despejo pelo governo do estado. Porque vem aí a… Copa do Mundo.

E então o Graveola ingressou no levante. Deu voz ao coro. E escolheram a Dandara para o lançamento novo álbum da banda, Eu Preciso de um Liquidificador, disponível aqui para download. Subiram no palco com a força e a energia do artista que não fala só de si mesmo. Que reconhece a sua importância social na construção de um espaço mais justo e digno de se viver.

Sorte que faz tudo parte de um coletivo. De gente, de músicos, de crenças e credos. Que resistem e gritam e cantam. Além de Graveola, colou ali Mc Dedê, Julgamento e os DJs Luiz Valente e Alexandre Sena. A Pequena Morte fechou a noite com um show incrível. As luzes da Dandara cintilando…

Pequena Morte também colou

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“Você que está sozinho aí…”, começou Graveola. E é disto que este vídeo se trata. Porque, você que está sozinho aí, não está sozinho mais. O Brasil hoje queima, arde e prospera. Com a comunhão de pessoas e pessoas que se revezam na construção de uma cena cultural mais politizada e transformadora. Nós, jovens, somos o orgulho da resistência. E não ousamos em reconhecer: enquanto a política anda suja e ultrapassada, a poeira de Dandara só nos ajuda a crescer.

Precisamos todos de um liqüidificador, enfim. Para podermos nos misturar mais um pouco. Para fazermos parte de um todo que caminha adiante. Graveola, como em todos os outros álbuns, traduz agora o sentimento deste tempo. De busca. De luta. De experimentações. Somos todos tecnológicos, pode ter certeza. E somos também parte disso. Graveola. E todo o lixo polifônico que estamos aprendendo a consumir.

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Dandara, 6 de novembro de 2011, parte II. Porque continua guardado no peito de quem cantou, no corpo de quem dançou, e na alma de quem colou para ouvir o disco novo do Graveola, a luta da comunidade, e todos os nossos outros anseios. Não podia faltar na nossa cobertura a música que melhor representa o que é o Graveola hoje, Mobilidade. E também o show seguinte, que fechou a noite deixando muita gente sem entender muita coisa. Pequena Morte, inevitável e necessário. Tudo que é bom tem que seguir em frente, crescer e se perpetuar. Vamos nos espalhar e espalhar, Brasil. De Belo Horizonte, sobre todo mundo, olha só!

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ASSISTIMOS THE GIFT | 29.10.11 | @MUSIC HALL | BELO HORIZONTE

Calor forte. Nos bairros de bares parece que dá no mesmo. Calmaria na noite. Problema. E dentro de ti a fantasia tua. Até que chuva. Outros abraços. Outro o som. E pronta estas. Cortesia, The Gift. Tu nunca ouviu. Beijo. Mais tarde, outra coisa. Só essa música.