Lançamento bonito, sexta, em Belo Horizonte. Onde você estava? Radar é o primeiro álbum do cantor e multi-instrumentista Thiakov – folk-psicodélico-rock do mais periculoso – que ganhou formas no palco do Espaço 104 com ajuda dos amigos Thiago Corrêa (Transmissor), Yuri Vellasco e Luiz Gabriel Lopes (Graveola), mais grandes participações especiais. Registramos esta noite em vídeo, ao som da faixa Bagdad. Dá para sentir um pouco da onda. Viaja.
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Violentango está além das escolhas pertinentes dos amantes de Gardel. Tango transcendente, ácido, esférico e elucidante. Cada apresentação parece uma viagem pelos becos tensos e intensos de uma San Telmo que nunca dorme. A contemporaniedade argentina traduzida em notas dançantes e calorosas. Encontras aqui, e agora, em uma profusão de tons e tonalidades que confortam toda a nossa calma.
Os argentinos passaram por Belo Horizonte como um cometa instigado. Aceitaram tudo, a toda hora, numa vontade íntima de fazer acontecer o próprio tempo. Depois de um show no Mercado das Borboletas, outro do Pomar da Floresta, nos convidaram para fazer esse registro na apresentação do Festival Internacional de Teatro, no Parque Municipal. O resultado é doce e saboroso. Faz pensar que nunca esquerecemos esta visita. No outono/inverno de 2012.
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Desprendimento e desapego. Noite carioca e todo um bom sossego. O Baile da Favorita surgiu há tipo um ano, quando a produtora Carol Sampaio percebeu que sua festa de aniversário anual (é claro) estava dando mais certo do que o esperado. Apaixonada por funk e, bem, conhecendo às raízes do gênero, resolveu interligar as coisas e, em julho de 2011, arriscou uma primeira edição do Baile na quadra da escola de samba Acadêmicos da Rocinha, no pé do aglomerado mais famoso do Brasil.
Sempre ouvimos dizer que a festa costuma reunir – mensalmente – estrelas, globais, funkeiros, ricos, famosos, modelos e toda uma gama de pessoas reais e comuns (hehe) em torno de DJs e MCs renomados, que se espalham pelo Brasil. Nomes como Naldo, Sapão, Marcinho. E então, no último fim de semana, colamos para acompanhar o movimento.
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Simplesmente surreal lembrar que em algum momento daquela sexta-feira a gente estava dançando funk com a filha do Silvio Santos, fotogrando um pessoal do UFC e tomando uma com velhos BBBs. E, na filha do caixa, Marcelo Novaes se mostrava bem pensativo.
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(As gatas, o bonitão da Globo, a filha do Sílvio e o lutador do UFC)
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Sorte que está tudo registrado, aqui abaixo, para comprovar algumas de nossas incertezas. E, de qualquer maneira, essa história se repete logo mais – aqui em Belo Horizonte – no dia 14 de agosto. Depois de um ano de festas bem sucedidas, ali na Rocinha, Carol e o Baile sobem pra cá para trazer este movimento sobrenatural.
O Baile da Favorita BH faz parte de uma nova investida da produtora DM, do Axé Brasil, em explorar novos caminhos e possibilidades para a noite da cidade. Para tanto, fecharam uma parceria com a Prime – que é quem assina as festas itinerantes Camarim. Alguma coisa legal pode acontecer no futuro.
Viaja no nosso vídeo, de um minutinho, para sentir a onda deste rolê no Rio. Não sabemos se aqui vai ser a mesma coisa, que a gente viu lá. Desprendimento e desapego. Paixão e sossego. E pá. Isso só vai depender de você. É claro.
Noite brilhante nas montanhas. Escola de Samba do Cidade Jardim. Três shows para esquentar o frio. Vagabundo Não É Fácil, cover de Novos Baianos, para abrir as portas. Em seguida, Pequena Morte e Graveola. Guto (Dead Lovers) e Alexandre, discotecando. E tudo mais acontecendo. Quê isso. Viaja no vídeo.
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Certo. Não é pra ser redundante, nem nada. Mas já que esta é a quarta vez que assistimos a este show em tipo 6 meses, é bom que seja dito algo. Criolo é a nova velha gostosa obviedade da imprensa, dos críticos, dos fãs desesperados, e do público dissimulado. É o artista mais instigante do Brasil, de grande público, em franca atividade. E não há dúvidas nisso. Diga outro nome brasileiro que esteja fazendo barulho igual este homem da zona leste de São Paulo, que carrega nos olhos a poesia e a maestria de conduzir em versos uma plateia de desperados. Que levante a fé, e arraste a malevolência da vida. Que desperte o ímpeto do Novo Mundo e que pregue – como pregou ontem, no Parque Municipal – contra a homofobia, a ditadura e a repressão desmedida e escancarada.
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(Parque Municipal , Sónar SP, Music Hall e Praça do Papa)
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Criolo é o novo Planet Hemp. Criolo é o novo Chico Buarque de Holanda. E essas comparações são idiotas – então, por favor, não as reproduza. Mas, sim, algumas fórmulas estão sendo repetidas. O produtor é o mesmo. Ganjaman. Os convites também são os mesmos. Gil? E, bem, até mesmo este atual período da história carrega lá uma semelhança com o nosso passado sombrio. Emicida foi preso, dia desses aqui em Belo Horizonte, porque colocou um dedo na ferida. Absurdo. Mas a ditadura segue, meu amigo Chico.
Criolo é o porta-voz de, talvez, um novo tempo. É a angústia reprimida, com um microfone na mão, e centenas de ouvidos atentos. É tudo que, por muito tempo, a periferia quis gritar – mas que a ~Sociedade~ não estava preparada para ouvir. É o clichê mais gostoso de se reproduzir em uma conversa rápida sobre música contemporânea. É, basicamente, tudo que faltava para a Cena Independente de Música Brasileira dar um outro passo. Avante.
Olha esse show de ontem e perceba. Nós temos, finalmente, um artista brasileiro que mova multidões sem precisar ser um idiota. Ha quanto tempo isso não acontecia?
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(Criolo no show de ontem #conexãovivobh)
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Pois eis em vídeo, mais uma vez, este homem, sua banda, e sua filosofia. Perdoe aqui a qualidade, mas há de notar, contudo, a necessidade destas imagens. Criolo tem fiéis. Fiéis aos montes. Em SP, no Sónar, era notório um silêncio maior na plateia. Não Existe Amor em SP não é uma música bonita, gente boa. Ela é real. E por isso desta vez vamos só assim. Lion Man. Belo Horizonte. Afonso Pena. Parque Municipal. #conexãovivo. E todos os outros anseios.
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Dias bonitos, no Clube Serra da Moeda. Pela manhā, a etapa brasileira do Campeonato Mundial de Wakeboard, organizado pela Ragga. No fim da tarde, festa. No sábado a gente colou, discotecamos e filmamos. No domingo descolamos um carro de som gigante para continuar o movimento. Tudo conforme o previsto. Surf, dub, reggae. E tudo mais que fez algum sentido. O resultado você vê no vídeo. Claro.
Tulsa. Poucas letras, para muitos dias de quebradas e rolês. Encontros e desencontros. Viagens e viagens. Para, enfim, conseguirmos entregar algo mais conciso, conforme prometido, para a banda Câmera, de Belo Horizonte.
Este clipe é assinado pelo nosso fotógrafo e filmaker Fernando Biagioni. Fala de uma geracao inquieta e ansiosa. Com um futuro entregue às escolhas do vento.
O lancamento foi ali, no 104, neste movimento emblemático para a contemporaniedade. Cidades Invisiveis. Com Zimun, abrindo as portas. I Love Bubble Soundsystem, complementando. E Câmera, confortando os nossos anseios mais latentes. Foi só a primeira edicão, veja. Qualquer hora voltamos.
Colou no estúdio do iLove Bubble essa semana William Chambella, rapaz que faz um carinho na nossa alma nesta sexta feira chuvosa de outono. Apareceu por aí fazendo um folk britânico bonito junto a senhorinhas simpáticas e algumas galinhas, em meio a loucura da feira hippie de Belo Horizonte. Nada que faça muito sentido, é verdade. Mas nestes tempos nem tudo faz sentido, e nem tudo é loucura. Viaja só.
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