Violentango está além das escolhas pertinentes dos amantes de Gardel. Tango transcendente, ácido, esférico e elucidante. Cada apresentação parece uma viagem pelos becos tensos e intensos de uma San Telmo que nunca dorme. A contemporaniedade argentina traduzida em notas dançantes e calorosas. Encontras aqui, e agora, em uma profusão de tons e tonalidades que confortam toda a nossa calma.
Os argentinos passaram por Belo Horizonte como um cometa instigado. Aceitaram tudo, a toda hora, numa vontade íntima de fazer acontecer o próprio tempo. Depois de um show no Mercado das Borboletas, outro do Pomar da Floresta, nos convidaram para fazer esse registro na apresentação do Festival Internacional de Teatro, no Parque Municipal. O resultado é doce e saboroso. Faz pensar que nunca esquerecemos esta visita. No outono/inverno de 2012.
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